sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Quinta-feira 25/ 02/ 2016

Hoje faz um ano que estou desempregado, vagando pela cidade pedindo moedinhas as pessoas que passam por mim na rua. Finjo chegar em casa e ter alguém lá me esperando. Há seis meses minha mulher foi embora levando as crianças e meu cachorro. Minto quando acordo de manhã, minto quando tiro meu café de ontem da geladeira. Minto quando escrevo nesse diário, numa tentativa desesperada de ter minha família de volta. Minto se disser que luto pela vida.
Tudo tenta se acreditar mudança, mas acho que isso pertence apenas a natureza, pois aos humanos resta transformar-se. Mudanças são lentas e os humanos criaram apenas objtos de transformação. Maldita humanidade que não me deixa mudar mas me transforma.
Mudança exige paciência, pois é o dinâmico condutor do aprender e apreender do e com o mundo.
A humanidade te transforma para poder te encaixar em grupos que podem muito facilmente ser manipulados, pois onde todos pensam a mesma coisa, poucos pensam realmente. E assim a força que permite o movimento dos grupos muito facilmente manipula informações colocando grupo contra grupo, não permitindo que tenham mesmos objetivos, mas os distanciando permitindo que existam cada qual com o seu.
Gostaria de compreender melhor o que a humanidade gostaria... pois só a vejo como uma criança mimada expondo suas vontades.
Gostaria de ter meu amor de volta, mas acho que ela já encontrou um cara vencedor... não um cara que pega carona no ônibus.

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