quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Diário de Miguew Kagado 17/04/2012




A natureza é destruída em escala industrial. O planeta convive com uma nova forma de subexistência, a existência artificial. até então, os supermercados vendem sucos de frutas em "cascas" plásticas metalizadas, comprados e levados para o lar em sacolas, também, plásticas que vão para o lixo; o lixo para rua e com , suposta, sorte é recolhido para o aterro.
Contribuir com a destruição do planeta é o motivo de viver de todo bom cidadão, pagador de impostos, educado para servir. A escola te diz: queira o melhor para si. Desde que não queira dela.
O ser humano gira como "barata tonta". O mundo gira como um ovo crú na beira da mesa. Uma pequena parcela da população preocupa-se com o bem estar da natureza. O planeta é consumido por incertezas, e dentre elas está a vida.
Viver tem relação com conjuntos de inesgotaveis substâncias. A realidade é uma particularidade coletiva quando o assunto é sobreviver.
Modificar-se. Certa vez em uma caixa havia nada. Passei, então, a contemplar aquele mistério, o nada, percebi em sua existência minhas angustias mais inquietantes; minhas incertezas tortuosas. Decidi, então, por abri-la. Seu contato com uma nova realidade a fundiu com tudo que supostamente estava fora. Percebi que no momento em que a caixa se abriu, o "fora" a invadiu. Não era a caixa que estava vazia era eu que estava olhando do lugar errado. Talvez, assim seja essa batalha do homem versus natureza. O problema persiste por olharmos do lugar errado.

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